domingo, 23 de julho de 2017

TRISTE BRASIL


O rio corre desmoronando suas margens
Corre desordenado, discorde, disforme
A mata pela morte, se esvai nas águas sujas
Águas também quase mortas, amorfa, coliforme
Vida abundante no lugar errado, descaso

Enquanto a miséria avança incontinente
Os governantes incontinentes subtraem
Não só valores financeiros, monetários
Subtraem valores morais, coisas banais
Aflorando inversões em muitas versões

Seringas nas esquinas caídas ao chão
Hospitais parando, diversos por falta delas
Papeis em toneladas ao chão, propagam
Escancaram o mercantilismo reinante
E escolas à mingua, sem nenhum papel

Não há papel para que se escreva palavra
Falta papel para que se limpem ao vaso
Não existe quem assuma um papel decente
Tudo é uma questão de mera indicação
O que é indício, indicação da incapacitação

E se havia alguma segurança oficial
A notícia oficial é que não há segurança
Não há gasolina para patrulhar ruas
Não há critérios algum de detenção
Prendem donos de casa, libertam o ladrão

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