quarta-feira, 5 de julho de 2017

PALAVRAS


Ninguém é tudo que pensa ser;
nem bom, nem mau, nem louco ou são
Por vezes somos só pó e quem sabe,
pouco pó, pó puro e sem sabor
Um outro água, pouca água, água derramada,
vai saber? Água contaminada.
Alguns são básicos, outros são ácidos,
alguns falantes, outros calados
Ninguém é tudo o que pode ser,
seja capaz ou incapaz, ainda pode ser mais

De todos se retirou, se retira ou
se retirará algum proveito, tudo se move
Tudo se remove, não importa o tempo,
muito ou pouco, longo ou breve
De alguma forma que nosso ignorar desconhece,
tudo tem um valor sagrado
Maculado ou não pelos que julgam poder julgar,
tudo é útil e se utilizará
Tudo pode ser um quase nada,
nada por vezes é quase tudo, tudo ou nada tudo

O que se sabe e muitos dizem,
é que se juntarmos pó e água, então é massa
Se adicionarmos compreensão
e a terna capacidade de criar, será construção
Serão tijolos, paredes, de muitas e poli dimensões,
serão casinhas, serão mansões
Tudo de um pó, de uma água, que unidas,
entregues a um propósito, transpassam
Transcendem à compreensão, permitem-se,
projetam-se ao alvo do existir da própria criação

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