segunda-feira, 3 de julho de 2017

O MAR, O SOL, A LUA E O POETA


Olhaste-me com teu brilho refulgente
Revelando de mim e a todos que me vem
Toda a minha imensa e vasta inconstância
Todo este meu temperamento oscilante
Acompanhado destes desejos que demonstro
Ora, o de invadir ao outro, hora de recolher-me

E em tua pujança, em teu brilho e intenso vigor
Altera-me as cores, revela as nuances brancas
Aquecendo-me com tua compreensão amante
Muito embora, reveladora de tudo que sou
De tudo que faço e como me bato e rebato
Neste meu ir e vir, sem motivo e sem fim

E ainda insinuas trair-te em meu desassossego
Pois quando tu vais saindo e aparento avolumar-me
Na ânsia louca de te chamar a atenção no invadir
Me chega a lua para consolar com sua luz gélida
Que pouco revela as minhas vontades e me escuta
Em soluços e fungares do meu amor por ti

Mas o gentil poeta, que em tudo vê beleza
Em seu mundo e vida de significados e símbolos
Diz de mim coisas que me fazem bem, me acaricia
Chamando a meus estrondos de voz forte e constante
Ao meu volume imenso de casa de mundos
Aos meus respingos, de suave e terna brisa do mar

Mas dele, o que hei de dizer, o que se há de pensar
Seria simplesmente bondoso e gentil no falar?
Ou será algum interesse escondido em algum lugar
Talvez um brincador de palavras, arruaceiro de almas
Criando, fazendo, tecendo um crochet de palavras
Perturbando, encantando e nos fazendo sonhar!!!

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