terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sombras com esperança



E então o canto se fez pranto
Um manto nos trouxe escuridão
Pois nenhuma esperança existe
Nem tampouco jamais existiu
Era um pseudônimo de ilusão
Todas as crenças pregadas
Pois os legados da democracia
Há tantos anos já falecida
Apodreceram, cheirando mal
A justiça ficou nua e sem pudor
As armas se calaram de pavor

E este mal espanta a todos
Alastrou-se mundo a dentro
Nada, ninguém escapa ao espanto
Das dores, dos ais, das lágrimas
E ainda que sejamos dominados
Tanto faz que seja pela raiva ou dó
O seguro da vida é vinda do ser pó
Mas não desanime com a verdade
A verdade que está e virá no amanhã
Pois hoje eu viverei o amar ainda mais
Amanhã, se estiver vivo, serei mais capaz

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