sábado, 31 de dezembro de 2016

FELIZ AMANHÃ



FELIZ AMANHÃ

Um pouco é uma hora atrás da outra, um dia atrás do outro
Tem época em que uma semana faz toda diferença em si
Tanto quanto, por vezes, é só uma semana atrás da outra
São também assim os meses, estes, mais distintos, nobres
Guardam datas de aniversários, guardando também mortes

E somos nós também, temperados por desilusões ou não
Tendemos a universalizar, petrificar com palavras o etéreo
E aí desmerecemos ou enaltecemos o momento do outro
Como se ele, o momento do outro, pertencesse a nós
E até mesmo inflamamos ou nos isolamos na forma drama

É assim desta forma que me encontro hoje, disposto ao plural
Quero então te desejar uma boa noite e um bom domingo
Também espero que tua semana termine bem, e lógico
Que na semana que começa amanhã, no domingo, venturas
Se não for o caso, um finalzinho de Dezembro com paz
E um Janeiro de muito sucesso, repleto de realizações

Mas se você está plugado, ligado e envolvido demais
Pela onda do final do ano, então me deixe dizer claramente
Te desejo uma passagem de ano, repleta de amor e paz
Que aqueles que estiverem contigo, saibam transmitir
saibam receber, compartilhar os sentimentos bons
E que 2017 lhe seja repleto de alegria, amor e sucesso.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Poema para Mathilda

Seu olhar de olhos fechados, seu sono
Serena a pequena me encanta, meu sonho
De corpo distante de quem se sente avô
Gerando a vontade de tê-la nos braços
E experimentar de forma densa a pureza

A sua fala na boca calada é doce poema
Encantando os pais e aos verdadeiros avós
Tão distante, tão próxima, que me faz lágrima
Me faz sorrir e me alegrar com os Silvas
E então a alcanço, tocando-a com minhas orações

sábado, 24 de dezembro de 2016

Envelhecendo através dos Natais



Quando o Natal é feito de lembranças
Ele poderá e será sempre  desigual
Porque todos, de alguma forma lua
O experimentam em fases diferentes
Ora crescente, ora minguante alegria
Por vezes natais cheios e brilhantes
Existindo também ausência de brilho

Acrescentamos ainda, que cada fase
Pode ser adornada de coisas contrárias
Passando da bonança à tempestade
Dias de calor no inverno, frio no verão
Folhas ao chão, derrubadas com o tempo
Derrubadas pelo vento ou a própria mão
Natais de lembranças boas e/ou más

Não nos bastasse isto, aquilo e aquilo outro
As folhas são para alguns, lixo, incômodo
Coisa a ser varrida, queimada, desprezada
Para outros, fertilizante a ser revolvido
Misturado à terra, para voltar a ser vida
Ainda há, aquele que escolhe zelosamente
E das folhas faz arte, joias forradas a ouro

Mas quando natal é encontro, como será?
Certamente semelhante à própria busca
Excessos, recessos, falta ou abundância
Daquilo que buscamos e encontramos
Ou inversamente perdemos e desistimos
Tendo então, em cada detalhe, mão e olhar
O caminho e a direção a se caminhar

Perder pais, irmãos e amigos à véspera
Resultado de dor inesperada e repentina
Ou já dizimado pela espera do medo
O encontro com a verdade  nua do ser
Transformar-se-á  em lembrança, cicatriz
Que alguns superam e outros esperam
Esperança vã de que a dor  e saudade vá passar

Mas quero crer e ter para mim mesmo
Que natal é esperança, é nascimento
Nascimento permitido em nós pela fé
Aquela fé de Maria, que disse faça-se
Ou quem sabe a de José, que disse creio
Fé de muitos, aos quais me engajo 
E alegremente recebo por dádiva pura

A esperança certa, que se me ativer
A me lembrar das vezes que abençoado
Senti a presença do Mestre a meu lado
Resultado de uma escolha madura
Vou deixar nascer em mim e me conduzir
O milagre anunciado de um salvador
Cristo, o Jesus, meu Mestre e Senhor.

domingo, 8 de maio de 2016

A Tua Companhia



Então me dei conta, tomei conhecimento que cheguei
E que embora a jornada vá continuar tendo amanhãs
Cheguei àquele lugar que procurava sempre e tanto
Chegou também a sempre renovada certeza do amor
Deste amor que me acompanha e que posso sentir

Tenho por este motivo uma confiança crescente e bela
Que vai tomando à cada dia uma forma sólida de existir
De sentir paz, segurança e alegria, mesmo em meio a dor
E quanto mais olho meu passado, descubro coisas novas
Formatos agora des-cobertos deste teu imenso amor

Sinto Deus sentindo a cada instante a sua companhia
Não importa mais o significado de vitória ou derrota
Foram subtraídas as memórias de dor, cansaço e fracasso
Des-canso na certeza de sua presente companhia e amor
Não me importa mais o que virá, pois a sinto sempre 

Sinto sempre a bendita e eterna companhia de Deus

quarta-feira, 23 de março de 2016

Poema para Marina



Neste olhar existe um sabor, uma cor, um sentimento
Brilha com ou sem experimento de vitória ou lástima
Brilha mesmo quando atrás das pálpebras sonha
Os sonhos muitos ou poucos, sãos ou loucos

No olhar fito existe um buscar sem piscar, uma alegria
Resistente em meio às febres e dores de garganta
O olhar terno torna tenro cada gesto ou palavra
O olhar brilha mesmo quando existe a lágrima

sábado, 27 de fevereiro de 2016

RECEBER e REPARTIR



Receba meu amigo, meu leitor ou meu irmão
Receba de graça, a graça do amor divino
Receba companhia e perfeita instrução
Receba a certeza de que Ele te ama
E creia, mesmo em meio a grande dor

Receba a sua bendita Palavra de vida e paz
Receba perdão e instrução para uma vida melhor
Receba alegria verdadeira em meio a temporais
Receba meu amigo, receba certezas que vem dos céus
Receba com alegria e coração dilatado

Receba a porção diária de todas as coisas
Receba o pão terreal e também o celestial
Receba alegremente a certeza de sua companhia
Receba vida abundante, receba amor e bondade
Receba e lembre-se que vem de Deus, Reparta.

MADRUGADA DE ORAÇÃO



Na madrugada a dentro te busco em oração
Não existe angústia ou dor, espera ou desespero
Só existe em mim este desejo de te ouvir
De sentir tua presença que nos aumenta a fé
Presença que consolida a paz interior

Penso então nas promessas de teu amor
Na confortável presença da tua palavra
Me brotam sorrisos advindos de lembranças
Rolam também as lágrimas de gratidão
Então te louvo e bendigo teu santo amor

Não quero o sono, nem um dormir qualquer
Meu descanso está em ti e em tuas promessas
Meu prazer repousa na certeza de te achar
E então fecho os olhos em uma busca de ti
É, de fato, não tenho outro bem além de ti

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Falando para surdos



Escrevi este verso para você
Para você que não me sabe
Não me ouve e não me vê
Escrevi sem ter um porque
Em consideração a mim mesmo
Imaginando a grande importância
Do seu agir, seu pensar e falar

Escrevi palavras de certo encadeadas
Sem sequer um só sentido definido
Em uma homenagem singela pra alguém
Alguém que não prezo ou desprezo
Escrevi sem preço ou apreço
Entendendo a necessidade de dizer
Dizer desnecessariamente e só

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Vistes?



Vistes? Por isto não visto, pois vistes que não me veste bem
Dá cá então o visto, visto precisar da prova de que vesti
Sim, da prova que vesti e de que vistes eu a me vestir com a veste que falei
Cabe provar que não me coube a veste, e já que vistes, vista aqui