domingo, 10 de maio de 2015

Poema da ausência ( Triste Dia das Mães )


Por mais que esteja tentando
Apesar de muitos esforços
Tudo parece em vão e nulo
Embora haja sentimentos
Sentimentos de força tal
Que justifiquem a poesia
A poesia se ausenta em silêncio

Então a força de algumas palavras
Se impõem sem cerimônia alguma
E fica na mente, aprisionando a alma
Aprisionando a pena que escreve
Uma certa penalidade imposta
Aparentemente injustificável
Sentença em forma de ausência e vazio

E aí, as lágrimas regam sorrisos
A lembrança abranda a saudade
Lições deixadas compensam a dor
E um suspiro forte emerge do fundo
Me vindo a lembrança dos gestos
Os traços dos sorrisos e zangas
E quase consigo sentir seus braços

E daí, uma inevitável lágrima surge
Descendo suave e docemente na face
E muito embora seja fruto de enorme dor
Continua a nos ajudar e fazer bem
Posto ser lágrima de saudade de amor
Fruto de memórias de momentos ternos
Marcas deixadas por uma mãe que nos amou.

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