terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Cataclismo de amor



Então o frio invadiu o seu verão e o imobilizou
Aquele sentimento sem princípio, meio ou fim
Tornou-se temporal temporão de um seco amor
Sumiram os suores, os risos, tudo é só isso, siso
Não o da seriedade que leva ao amadurecimento
Mas um siso adoecido, careado, causando só dor

E parado o tempo em pleno verão, tudo mudou
As folhas amarelaram, mas não caíram ao chão
As saúvas ávidas de folhas, as cortavam em vão 
Pois não caiam, não anunciavam frutos, nem flor
Tudo, estranhamente, ficou estagnado no coração
Um coração trincado pelo gelo em meio ao verão

Estarrecidas, as pessoas pediam chuva, outras não
Algumas criam no degelo pelas águas de verão
Outras acreditaram muito mais no frio intenso
E temiam o congelamento daquilo que secara
Aos poucos o verão foi findando sem mudanças
A árvore petrificou, com seu inverno externo

Seu inferno interno no coração

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