quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Lua Clara Matinal


Lua clara, transparente da estrelada manhã
Que o sol preguiçoso não quer ver ali
Ela ilumina a parte que lhe convém
Fazendo-se maior do que de fato é
Pois realça a grande árvore distante
Para encerrar a noite linda que viveu
Nos oferecendo seus manjares visuais
Nos envolvendo em suas seduções
Todas elas ligadas às histórias de amor
Repletas de sonhos, desejo e paixão

Lua clara transparece ser senhora de si
Senhora de si mesma e seus reflexos
Se gabando de dar aos homens sonhos
E a oportunidade de saber parte do sol
Somente a parte que ela quer revelar
Absorvendo todo seu calor atômico
Nos irradia um outro sublime calor
Por vezes minguante, por vezes, crescente
Deixa de forma clara, o sabermos sutilmente
A quem o sol persegue e sempre pertence

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