terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A velha estrada


Ficou ali, aparentemente abandonada
A estrada envelhecida e suas curvas
Ficou ali, sem a presença cotidiana
Trocada pelo asfalto e seus 150 Km/h

Tornou então à companhia dos pardais
Às pequenas lebres e outros esquecidos.
Os tatus, as maritacas, árvores regionais
Foram voltando sem medo, re-vivendo.

O aparente silêncio, a ausência sonora
Criada pelo som dos motores de outrora
Foram sendo substituídos por cantos
Pelo movimentos de galhos expostos

Ali, algum tempo depois, habitou a paz
Voltou o bom cheiro de terra molhada
Voltaram as flores, os frutos e pássaros
Então, na aparente solidão, ouvia-se Deus

Nenhum comentário:

Postar um comentário