domingo, 14 de dezembro de 2014

Ame, porque amar faz bem


No amor não existe o foi, porque quando a memória alcança,
aquele transbordar de emoções surge cheio de sorrisos e lágrimas aparentemente esquecidos,
mas que na verdade estavam escondidos.

Não existe foi, porque de muitas formas
o amor nos marca e transforma,
suas lições nos torna sempre um pouco mais sábios
ou menos tolos, o amor é mesmo
deste jeito transformador.

De cada amor que vivemos, guardamos um sabor,
uma cor, um cheiro típico ou atípico,
guardamos imagens que despertam aquele
desejo de estar, reviver mais uma vez,
tudo aquilo que nos fez feliz.

Em cada amor nós vamos aprendendo a amar,
porque o amor só é amor, quando foi possível amar,
quando as reações, a química que vem dele, roeu, catalizou, gerou calor e explosões do amar.

Quem um dia amou e perdeu este amor, aprende no próximo amar, uma louca realidade que é de sendo monogâmico, sentir ainda em si,
todos os outros amores, quando ouve uma música,
vê uma imagem, sente um cheiro.

E aí de você, se disser isto ao novo amor,
porque ele vai se zangar e enciumado,
ensimesmado, requererá de ti o exclusivo amor.
Vai te dizer que ele não é assim,
mas só será verdade, se ele nunca tiver amado.

Mas entenda uma verdade sobre o amor, será mais fácil
ser feliz, se você deixar o amor te escolher, se você não tiver, acreditar ou criar critérios e formas para o amar;
se vencendo conceitos e preconceitos,
você souber se entregar ao amar.

Por este motivo ame, mesmo que doa,
mesmo que incomode, mesmo na insegurança.
Ame de coração aberto, de coração partido,
de coração dilacerado, ame, porque amar faz bem,
amar cura tudo, só não ame o amor que não existe,
que é o amor fingido.

Ame e saiba que o amor é sempre e mesmo assim
mono-poli-moni-poli-monogâmico.

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