domingo, 7 de dezembro de 2014

A desconhecida


Tu que pareces ser de tudo o norte
E embora indesejada, és necessária
Tu que estás em pesadelos muitos
Que podes ser representada por cores
Que apareces sem aviso e sem pudor
Tu, que para alguns é ameaça constante
Muitas vezes presença próxima e lenta
Veloz, cruel, para alguns fraudulenta

És na verdade, a certeza para alguns
Alívio nas horas em que a dor aumenta
Aliada, dos que, desesperados, desistiram
Daqueles que almejam bens ou fortuna
Dos que esperam uma nova etapa melhor
Daqueles que foram ficando solitários
Amiga dos que vivem perigosamente
Dos que abusam dos muitos perigos

Na verdade, não és certeza ou incerteza
Não podes ser considerada boa ou má
És por vezes motivo de pranto ou riso
És possivelmente porta de entrada
Mais provavelmente porta de saída
És volátil e crias expectativas más
Parece-nos não ter boa finalidade
És desconhecida daqueles que vivem

És θάνατος

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