segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A porta


Esta luz que vem de ti e me invade a retina
De tal forma ilumina e clareia, que me cega
E este teu cheiro tão suave de mato fechado
Me inebria, atordoa, deixando a porta aberta
Não entre-aberta, mas de todo escancarada
E só você, nada mais permito passar por ela
Encontras-te a chave perdida dentro de mim
Não a pedis-te, não a roubas-te, não a levas-te
Tua luz, teu cheiro, teu olhar, teus passos
Tua forte suave voz apertou-me o coração
Tuas mãos em mim curaram todas as dores
E enxerguei pela fresta da luz invasora
Que iluminou minh'alma agora rendida
Que tu mesma é a chave que me libertou

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