segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A floresta


Despir-me, des-fazer-me em desejos
Estar com a razão dominada e é só
E despido do que creio, creio estar
Creio estar vestido do melhor de mim
Vejo estar vestido pela alegria de ter
Ter a meu lado uma tela de Monã
Com toda sua beleza natural e só
Sol, estrela que não gosta da Lua
Lua de tantas estrelas a seu redor
Afastadas pela frieza que demonstra
Amostra clara da alegria de estar só
Não só encantando aos que a veem
Mas encantada pelo sol distante
Assim vivem as semi-deusas ao redor
Encantadas, encantando, estando só
E eu, terra da Terra, meio encantado
Encanto a semente que caiu em mim
Fecundada pela sua parte diferente
E ajudado pelo sol e pela água que cai
Faço a flor que dispensa dias ou noites
E que a qualquer hora, sabe falar de amor.

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