quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A espera do amor


Seca, a terra sedenta clama água
Mas não espera em sua alma pura
Por uma água qualquer, quer chuva
Embora aceite a torneira aberta
E isto, por causa do amor pela árvore
Ela deseja ardentemente água do céu
Sentir aquele encontro suave e constante
Quantidade em imensidão distribuída
De tal forma que a sacie em plenitude
Assim, ela se sentirá feliz, plena e realizada

Assim também, o coração espera o amor
Não aquele que somente vem pela piedade
Tampouco pela ocasião passageira
Muito menos o amor com olhos nos frutos
Mas o coração vazio e sedento de encontro
Espera um amor que lhe refresque a alma
Um toque de amor que lhe aqueça o corpo
Um derramar de palavras e gestos suaves
Com capacidade intensa de fazer brotar e crescer
Crescer e dar frutos, à sua própria semente de amor

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