quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Parte do que sou e sinto


Então escrevi sobre corpos suados
Embebidos de puro e terno amor
Falando daquilo que todos gostam
Mesmo que não seja seu maior ideal
Existirão diversas leituras, olhares
Dizendo alguém: "que sensibilidade",
Não, "ele é sensual" e até,"ele é imoral"

Escrevi depois sobre a bela menina
Que ainda na barriga daquela mãe
Era um projeto vindo daquele amor
Aquele amor dos corpos cansados
E alguns sentiram demasiada ternura
Outros  nem pensaram coisa alguma
Vi alguns dizendo, "foi gentil no olhar"

Mais tarde escrevi de apreensões
Preocupações com os que são pais
Os pais da bela menina ainda feto
Preocupações passadas pelo prazer
Vendo a bebê crescendo aos poucos
Antes menina, agora, bela mulher
Que alguns violentam, batem, matam

Pois bem, a vida é mesmo assim
Todas estas coisas estão em nós
Ou diante de nós e nos esforçamos
Para construir ou destruir mundos
Ternura, violência ao nosso redor
Queiramos ou não, sempre sentimos
Não há como negar, como fingir

São projetos simples, santos e puros
Projetos perfeitos do bom criador
Ora absorvidos por nós ou rejeitados
Construção de pontes ou muros entre nós
E eu, só escrevo esta grande história
Um pedaço aqui, outro pedaço acolá
As vezes, alegria, por vezes, lamento

É simples entender, não é dificil
Eu escrevo o que sinto, sinto assim
Sinto alegria quando alguém gosta
Dó, quando percebo que não entendeu
Eu escrevo o que sinto, só o que sinto
E sou grato a Deus por sentir tudo
Tudo que se passa a meu redor

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