terça-feira, 9 de setembro de 2014

O lado velado do que é revelado


O teu gesto suave, de tom velado
Se tornou tão claro, tão revelado
Que as velas da nau, parada na praia
Foram levando de forma suave
O barco a vela, para o alto mar

E na sala escura, a luz da vela
Revelava a lágrima da saudade
A saudade das lágrimas do amor
Lágrimas do corpo, daquela alma
Que de forma suave revelava a dor

Então, a mesma brisa vinda do mar
Que levava o pequeno barco a vela
Trouxe um bálsamo sândalo, frescor
Que encobriu a dor com cor de flor
E o sol que vinha, revelou o dia

E então, ela acordou na vinha
De uvas tintas em rosa e rubor
E o vinho que embriaga a muitos
A despertou para a necessidade
Que a uva tem de espera e tempo

Para tornar-se suco ou vinho
Da mesma forma que o tempo
E a suave brisa que desloca a nau
Levam e trazem sorrisos e lágrimas
Para terra em que todas as coisas
São formas diversas de amor

Nenhum comentário:

Postar um comentário