segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O comum em todos é ser diferente




Somos únicos em nosso existir, opiniões diversas fazem 

parte do conjunto que chamamos sociedade,

logo, a troca de conhecimento é também existir. 



No entanto, o esforço de querer o outro exatamente 

como somos, me parece uma negação ao crescimento

e ao fato claro de que convergir e divergir

é parte do todo.



Se de fato é assim, então os intolerantes

tendem a viver sozinhos o seu próprio mundo.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O mundo que eu construo


Plantar flores pelos caminhos por onde andamos
Embelezará a vida dos que ainda estão por vir
Embelezará também a nossa na jornada de retorno
Palavras boas e de consolo fortalecem corações em dor
Um olhar seguro e acolhedor ajuda ao que tem medo
Ajuda-o a compreender e enfrentar perigos e problemas
O coração e a mão que reparte o pão com amor verdadeiro
Acalma a vida dos que durante algum tempo sofrem
Buscar compreender o porque daquilo que aconteceu
Constrói um homem mais sábio, seguro e feliz
Viver será sempre simples e prazeroso para o bondoso
Pois ainda que sofra na ida, colherá o que plantou na volta

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A des-coberta


Então você passou por mim toda florida
E toda aquele sentimento de amizade
Como um véu se rasgou e eu então senti
Senti teu cheiro, teus passos, teu olhar
E totalmente tudo transpirava em ti
As formas mais belas de uma mulher
Suave e caudalosamente invadindo-me
Inundando-me de  muitos sentimentos
E me entendi sem conseguir entender
O porque de tudo aquilo surgir ali assim
Encontro o paradoxo de estar perdido
Sem bem saber o porque e o que fazer
Com tudo que agora sinto que vem de ti

A amor é mesmo assim



Esta vontade antiga me chega novamente 
E agora em nova mente, a nova vontade 
Vontade encoberta de andar a sós, a dois 
E estarmos nós dois a sós, em luas e sóis 
Então, a vontade des-coberta é de tê-la 
Sem a ocupação com tempo que passarmos 
Sem a pré-ocupação com aquele que virá 
Te cobrindo de atenção e afetos sinceros 
Tê-la não em uma tela ou toda coberta, 
Tê-la sob cobertas e descobri-la toda 
E voltar aos acordos que nos acordam 
Logo, não me importa a tela, mas tê-la 
Não a quero descoberta, mas cobri-la 
Cobri-la de atenção até o amanhecer 
Novo e só a sós no nosso mundo de amor
Que nos despertam para o nós dois 
Com ou sem tempo, mas sempre já 
Já para fazermos um mundo novo

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Declaração de querer


Declaração de querer
(De querer amar, de amar querer)

Não te quero jovem, nem magra
Te quero como és, como estás
Não me importam as formas
De bolo, pudim ou concreto
Não me interessam as formas
Geométrica, abstrata ou concreta
O que de fato quero é o sabor
Pode ser do amargo ao doce
Agridoce, quero como estiver
O que quero mesmo é a cor
Clara, escura ou degrade
Partilhar do teu humor
O bom, o mal ou bipolar
Te quero como estás
Te quero por inteira
Sem maquiagem ou lingerie
Te quero toda, pura, crua

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Me entenda, me atenda menina


Vai!! vem e me aceite da forma que sou
Porque embora eu pareça ou seja isso
Não quer dizer que não seja aquilo
Porque eu sou uma existência simples
Composto de coisas simples e normais
Sou sem altos ou baixos naquela direção
Direção dos encontros do meu caminho
Sem escolher as situações boas ou más
Se a música é samba, eu posso sambar
Se o papo é sem briga, eu posso falar
Por este motivo, me atenda menina
Não hesite um minuto, ao telefone tocar

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Olhos negros


Teus olhos em cor de lua nova
Tem a esperança de lua crescente
A cada dia, a minha solidão minguante
Trazendo o sorriso de lua cheia

A brisa que há em ti é a do mar
Frescor dos meus dias ensolarados
Secando suave em mim, o suor
Traz e leva nuvens ao meu céu

Ah! Mas quando tu és tormenta
És embravecida onda, vendaval
Que passando, tudo movimenta
Vens ao meu encontro, inundar

Passas então por ruas e calçadas
Avassalando tudo com teu ardor
Mas retornas ao profundo mar
Retornando do vendaval à brisa

Deixando marcas de suavidade
Marcando deixas de força bruta
Inundando e encantando tudo
Acordando que é preciso amar

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ser tio (Poema para Patrícia)


Ela está lá, tão longe e tão perto de mim
Habita diariamente meus pensamentos
Seus sofrimentos também me pertencem
As alegrias fazem brotar os meus sorrisos
E assim, vou vivendo este amor distante
Amor distante, cheio de presente passado
E aí, o cosmo trás ela pra junto de mim
E por este motivo, eu rendo graças a Deus
Pelo fato simples de saber que o amor é
É presente, mesmo que tenha sido passado
O amor é eterno, como é eterno meu Deus

Revelar o que se vela através do velejar


Saber revelar é um segredo de pura magia
Segredo que alguns dominam com o olhar
Há quem faça pela forma especial de tocar
Atenção sempre precisa, quem não precisa?
São  só algumas formas de se saber revelar

Velar é outro segredo de puro encanto, paixão
É a entrega total da atenção pessoal pelo outro
Velamos a quem amamos quando enfraquecidos
Vela-se a beleza da bela companheira no sono
Quem vela, revela brilho no olhar ao revê-la

Outra magia vivencial é saber como velejar
Velejar quando enfrentamos as tormentas
Veladamente escondendo o perigo por amar
Velejar em profunda calmaria e sem desespero
Aproveitando o tempo, para descansar e amar

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Parte do que sou e sinto


Então escrevi sobre corpos suados
Embebidos de puro e terno amor
Falando daquilo que todos gostam
Mesmo que não seja seu maior ideal
Existirão diversas leituras, olhares
Dizendo alguém: "que sensibilidade",
Não, "ele é sensual" e até,"ele é imoral"

Escrevi depois sobre a bela menina
Que ainda na barriga daquela mãe
Era um projeto vindo daquele amor
Aquele amor dos corpos cansados
E alguns sentiram demasiada ternura
Outros  nem pensaram coisa alguma
Vi alguns dizendo, "foi gentil no olhar"

Mais tarde escrevi de apreensões
Preocupações com os que são pais
Os pais da bela menina ainda feto
Preocupações passadas pelo prazer
Vendo a bebê crescendo aos poucos
Antes menina, agora, bela mulher
Que alguns violentam, batem, matam

Pois bem, a vida é mesmo assim
Todas estas coisas estão em nós
Ou diante de nós e nos esforçamos
Para construir ou destruir mundos
Ternura, violência ao nosso redor
Queiramos ou não, sempre sentimos
Não há como negar, como fingir

São projetos simples, santos e puros
Projetos perfeitos do bom criador
Ora absorvidos por nós ou rejeitados
Construção de pontes ou muros entre nós
E eu, só escrevo esta grande história
Um pedaço aqui, outro pedaço acolá
As vezes, alegria, por vezes, lamento

É simples entender, não é dificil
Eu escrevo o que sinto, sinto assim
Sinto alegria quando alguém gosta
Dó, quando percebo que não entendeu
Eu escrevo o que sinto, só o que sinto
E sou grato a Deus por sentir tudo
Tudo que se passa a meu redor

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O lado velado do que é revelado


O teu gesto suave, de tom velado
Se tornou tão claro, tão revelado
Que as velas da nau, parada na praia
Foram levando de forma suave
O barco a vela, para o alto mar

E na sala escura, a luz da vela
Revelava a lágrima da saudade
A saudade das lágrimas do amor
Lágrimas do corpo, daquela alma
Que de forma suave revelava a dor

Então, a mesma brisa vinda do mar
Que levava o pequeno barco a vela
Trouxe um bálsamo sândalo, frescor
Que encobriu a dor com cor de flor
E o sol que vinha, revelou o dia

E então, ela acordou na vinha
De uvas tintas em rosa e rubor
E o vinho que embriaga a muitos
A despertou para a necessidade
Que a uva tem de espera e tempo

Para tornar-se suco ou vinho
Da mesma forma que o tempo
E a suave brisa que desloca a nau
Levam e trazem sorrisos e lágrimas
Para terra em que todas as coisas
São formas diversas de amor

A busca


Meu compasso perdeu o centro, rasgando tudo
Rasgando o círculo que me protegia da verdade
Pois sem que eu sentisse, o amor me envolveu
E na forma em que cresci, sempre sendo plebeu
Fui levado a ser sempre sincero e meio levado
Frequentador de esquinas e longos papos cordiais

Até ela aparecer, totalmente rainha, realmente linda
Bagunçando o coreto todo arrumado do meu coração
Foi tão avassalador o vendaval, que levou o toldo
Que não me foi possível evitar os passos de busca
Busca, procura dos que querem a verdade de fato
E eram tantas folhas ao chão que parecia outono

E quando pensava na hora de te ver, primavera
Mas ao tocar-te, todos verão que és meu verão
Verão da alegria, sol de muito poucas roupas 
E  serão muitas, as noites transpirantes em você
Inspiração de minh'alma, transpiração do corpo
Inspiração do meu corpo transpirada na alma

Ser o que sou


Eu sou parte do todo, parte do cosmo
Trago o macro e o micro em mim
Macro cosmo para as minhas células
Célula para a sociedade a que pertenço
Núcleo para o que é maior que a sociedade
Sou Matéria, átomo, sou próton, sou nêutron
Faço fusões, fissões, confusões em mim
Expressando ondas baixas de cinco metros
Quando estou me movimentando em alto mar
Expressando a ressaca em cinco metros
Quando me revelo desta forma a beira mar

Por este motivo, independente das minhas raízes
Revelo menos frutos quando o período é seca
Da mesma forma, revelo-os a maior, quando chove
Não é de se estranhar que os amigos que regam
Os bons amigos, que sabiamente me podam
Recolham mais, melhores e viçosos frutos
Isto, porque eu me mantenho íntegro, pleno
Quando acerto, quando erro, quando não sei
Vou seguindo micromacroneutronproton e só
Tem quem me goste, lógico, tem quem não
Sem problema, eu também as vezes não gosto

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A dona



Entrou sem me avisar, pôs a mala na mesa e me disse alô
Falou da viagem, que estava cansada e que queria deitar
Esparramou-se na cama me dizendo assim: "este é meu lado"
Revolveu-se, olhou ali e acolá, olhou para mim sorrindo
Me disse novamente: "não estou conseguindo dormir direito"
Com o mesmo sorriso, agora maroto, bateu na cama e disse
Vem me faz carinho, cafuné, me dê beijinho, isto se quiser
Como havia entrado em minha casa e sem licença se apossou
Achei de melhor juízo, melhor para mim não questionar
Encantado obedeci

domingo, 7 de setembro de 2014

O encontro



De encontro com o desencontro encontrei você
E este encontro em você, foi tão sem desencontro
Que encontro novamente dentro de mim o amor
Encontro dentro, aquilo que me parece estar fora
Encontro você no meu pensamento, no meu coração

Ah! Me faça um favor, passeie livremente em mim
Vasculhe, olhe e diga tudo, diga logo, diga sem  cuidado
Fale sem medo, toda verdade, com ou sem pudor
Diga-me também se houve encontro ou desencontro
Se estou dentro ou fora dos teus planos de amor


Poema para Sofia


Sabedoria é o nome dela, ela é bamba
E bamba caminha em pernas de pau
Sapatos que são de sua amada mãe
Suspira, sorri trôpega do alto que está
Está em seus sonhos de ser mulher
Desfila faceira no quarto, se vê no espelho
Encantada e encantando os que transitam
Transeuntes da casa e de seus sonhos de menina
Sofia!!! A mamãe da porta assobia, fiu-fiu
Ela se assusta ao ser surpreendida e sorri
Sorri sorriso de menina e inspira suavemente
Inspira a quem ela vê, este é seu céu, suspira,
Alegre e docemente seu caminho de mulher

sábado, 6 de setembro de 2014

A Brisa



Aquela dor da solidão a qual me acostumei
Descobriu-se nuvem densa, do escuro amor
Então, a brisa que dispersa soprou branda
Retirando a concentrada e densa escuridão

Ainda que sem riscos azuis ou cores brancas
Existiu a claridade, e em mormaço, o calor
O frio escuro da solidão sorriu claramente
É claro que a mente des-envolveu o sorrir

E continuou a brisa, a soprar calma e branda
Levando toda dor e trazendo tênue esperança
Com definidos riscos azuis no céu sem véu
Sem nuvem, sem dor, sem fuga ou medo

E por fim brilhou o sol, lembrando o amor
Acordando desejos, sorrisos e a esperança
Lembrando de alegrias e bonitas histórias
Histórias de paz, esperança e muito amor

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A paixão é eterna


Pessoas há que se enganam com a paixão
Alguns a confundem com um mero entusiasmo
Certamente, de fato, nunca se apaixonaram
Porque pergunto a todos os pais e as mães
Finda-se a paixão à medida que crescem os filhos?
Erros e mudanças apagam nossa paixão por eles?

Diga-me você, que um dia encontrou o amor
E este amor lhe despertou calores verdadeiros
Provocando palpitações e rubores incontidos
E suas mudanças hormonais vinham por toque
Reconhecendo o perfume e os passos de longe
E até a mera lembrança lhe fez sorrir e chorar

Ah! Meu caro leitor, você está me entendendo
Ou quem sabe, nunca jamais me entenderá
Porque o extremo do amor, o amor de fato
Aquele que por ser amor, não se pode medir
É sempre maior amanhã e ainda maior amanhã
Pois é, isto define que é paixão, o amor crescente

Mas não é milagre que caiba em lugar pequeno
Sentimento que possa ser conhecido com medo
O verdadeiro amor, sempre será grande, sempre
E não é motivo de discussão, o amor é eterno
É eterna a paixão e se você não me entende
Quem sabe, não conheça ainda o grande amor