sábado, 23 de agosto de 2014

O desconhecido


E então chega com um sorriso terno
Com mãos leves e bem seguras
O olhar doce, misturado ao sorriso
Sorriso brando, voz segura e suave

Tudo parece um canto harmônico
Em cada canto da sala, do quarto
Lembranças em fotos e recados
E a lágrima escorre mansa na face

Os passos ainda que os mesmos
Trocaram de direção, distância
Então, os sentimentos tão reais
Transformaram-se em saudade

Lembrança é o que restou
Nenhuma má, todas boas
Muitas lembranças boas
Vazio de razões ou motivos

Todas as muitas certezas
A crença que havia tido
E que por momento breve
Tornara-se questionável

Todas elas voltaram em mim
É fato real que não o conheço
Ainda não consegui encontrar
Aquilo que se chama amor

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