domingo, 31 de agosto de 2014

A TORMENTA



Ainda em ondas altas, findo o maremoto
A nau continua plena,  em pleno alto mar
Com as marcas deléveis da tal tormenta
Capitão, tripulantes, passageiros e grumetes
Todos respiram alívio do mar assustador
Contam-se baixas, prejuízos, coisas a fazer
As velas novamente içadas enchem-se
Timão e timoneiro ainda tensos e exaustos
Vão progressivamente dando nova direção 
Em pleno mar aberto, no mais alto-mar
Flutuam sobre ondas que tendem a acalmar
Com as âncoras que ficaram em algum lugar
Navegador ou passageiros não sabem onde está
Mas o porto, de acordo com a cartografia
Somada à indicação da boa e velha bússola
Está distante, um outro tanto para chegar
Vamos então navegando sem garantias
Sem certezas de bonança e sem medo algum
Marinheiro experiente, não tem medo de perigos
Fincando os olhos em Deus, vai cortar o alto mar

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