sexta-feira, 4 de julho de 2014

O escritor


Escorreu aquela letra ficando móvel em mim.
Outras tantas andantes, só de passagem aqui,
Correm com e sem espero para o papel limpo.
Fazendo nele, riscos e rabiscos de sentimentos.
Escorrendo pelos meus dedos no teclado negro.
Que em um passado quase presente era caneta.
Naquela escrivaninha, lápis, papel e emoção.

É uma fonte sempre úmida de água limpa.
As vezes as chuvas aparecem calmamente.
Outras vezes, a lágrima e a dor são as gotas.
Que mancham o papel com solidão e amor.
Então acordo de meus sonhos e pesadelos.
E escrevo versos do poema que eu sou.
Versos, verbos, palavras de amor.

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