domingo, 6 de julho de 2014

A fúria


O silêncio barulhento que há em ti
Fazendo torrentes e tormentas em si
Levando e trazendo de uma só vez,
Tudo em forma de ondas bravias
Inunda com o que há, inclusive coisas más

Em uma gota, este turbilhão de delírios
Devastando a esperança pura do amor
Demolindo ruas, pontes e muralhas
Isolando como náufraga, a mente em águas
Navios e passageiros no escuro do mar

Palavras em forma de ressacas e tormentas
Maleabilidade feroz das razões internas
Externam uma ordem pessoal e ilusória
Feitos de um só registro, uma só memória
Infância, adolescência, dor e desamor

O experiente posiciona-se na rocha sólida
Virando-se de lado pois conhece bem o mar
Tendo a certeza pelo conhecimento exato
Que sua força descontrolada vai passar
As águas voltarão atrás, retornarão para o mar

Deixando sim, as marcas do seu passar
E então, os ecos e as logias explicarão
As razões da tormenta, e da fúria feroz
Quando do agitar continuo, o marulho for ouvido
Saberemos então, e de forma clara, a razão do mar

Nenhum comentário:

Postar um comentário