quinta-feira, 26 de junho de 2014

A ESTAÇÂO


A cidade vazia, segura, repleta de fantasmas
Almas com medo de tudo, do medo de nada
A simples ilusão passageira da passagem do trem
Desperta o horror da presença humana ali

Mas o trem passou sem parar, sequer apitou
Rasgou a estação sem dar sinal de vida
Rapidamente distanciou-se, vazou, zuniu
E naquela certeza de vazio, do nada presente

Sumiu também o silêncio quando o cão latiu
E o gato, de forma sublime, subiu no telhado
Os pássaros revoaram cantantes coloridamente
E a terna criança surgiu em fraldas com esperança




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