segunda-feira, 2 de setembro de 2013

POEMA PARA LÉO VEIGA


Amanheci na noite escura de minhas lembranças
Na manhã das minhas perdas
No anoitecer de qualquer esperança
Pus-me então a nadar para fora da praia
Na direção do mar, do oceano
E lá mergulhei em meus pesadelos
E vi Atlântida submersa, erigida em pleno mar
Nesta divisão de dimensões e concepções
Onde triunfo e fracasso se confundem
Não propriamente por dúvidas quaisquer,
Mas pelo simples fato de ignorar, desconhecer.
E por esta ignorância, pensei voltar,
Mas me lembrei de insistir, mais uma vez tentar
E do pretérito mais que perfeito lembrara de não insistir, 
Nada de insistir em sofrimento desnecessário, só tentar
Pensando novamente naquilo que realmente buscava
Me enxerguei com a facilidade dos peixes
Sem pensar, sem hesitar, resolvi nadar
Mesmo sem ser peixe e sem nada procurar.

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