segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A DÚVIDA



Condensado pelos anos de espera e desejo
Sublimado pelo caminho da mesma demora
Tornou-se um dia, uma corredeira caudalosa
Rolando pedregulhos, dando abrigo a peixes
Rompeu-se o silêncio, e como de costume
A palavra fez surgir o que parecia ser nada

O turbilhão da espera, a força da represa
Arrastou árvores, que tombadas, represaram
Criando laguinhos, facilitando plantações
Tudo era bonito, viçoso e pleno de vigor
E aí, veio o estio, diminuíram as chuvas
O condensamento penetrou o solo, voltou

E a medida que as palavras cessavam
Veio a diminuição de gestos e toques de amor
E a mata voltou a ocupar o riacho, agora seco
O lago virou plantação, adubado pelo que caíra
E então, o reinado do silêncio e do segredo
Deixou a dúvida, a sublime pergunta, 
foi amor ou ilusão?





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