segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O DESENHO DOS DIAS


Deixar que os anos nos desenhem
Com seus dias, meses, anos e ventos
Com amores e desamores que nos deu
Fazendo retoques finais na face
Com seus diversos tons de branco
Com iniciais suaves riscas na pele
Com suas aparentes vitórias e derrotas
Que por fim descobrimos ser a vida
Trazendo-nos cores vibrantes e fortes
Cobertas pelo suave pincel do tempo
Trazendo mansamente seus tons pasteis

E então, descobrimos prazeres maiores
Palavras mais dosadas, claras e precisas
Que declaram não só aquilo que somos
Mas também o que deixamos de ser
Em mansas cores de frustração ou triunfo
Que fundidas se fizeram sabedoria
E então, estes anos fazem de simples pingos
Lágrimas sinceras de profunda dor ou sorriso
Todas elas com valor descomunal
Pois nos ensinaram as crianças e jovens
Os adultos e velhos como nós

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