domingo, 6 de janeiro de 2013

A JORNADA



O dia amanhece distanciando-se da noite e parece em vão
Seus sinais, com pássaros, sonidos de carros, movimentos
Seus cheiros diversos, café, hortelã, pão quentinho ou não
Das pre-ocupações, algumas que invadiram a noite
Lhe brotam buscas que sejam soluções, paliativos
Dependendo da complexidade, da urgência, dos senões
E o cheiro do feijão, do ovo, do arroz meio frio na marmita
É solução para a fome do estomago, parada e descanso
Sentado, calado na sombra e fugindo de assombração
Do sol escaldante, no tempo que resta, retorna ao batente
Muitas perguntas,  por vezes, nenhuma resposta que cale
A dúvida, a dívida, o boleto e o cartão, e o cartão marca 13
13 horas, hora de voltar, voltar pro batente que esta esperando
E como por encanto, que vem daquilo que aprendeu, estudou
A resposta para toda a questão do dia, lhe chega suave
Analisa, medita e assertivamente propõe a medida, 
Que na medida certa, toda questão vai sanar, sorriso
Então des-cobre a tarde findando, a jornada no fim
Tarefas cumpridas, do dia comprido que agora acabou
Retira o macacão, esconde na mochila, junto com a marmita
E vai pra casa, sonhando e pensando na moça bonita
Que já lhe deu um bacurizinho, que corre arisco no quintal
Vê a mulher e sapeca-lhe um beijo na boca e responde a pergunta.
"Meu dia foi moleza, difícil foi segurar a saudade, 
a vontade de você de te rever, de te ter". 
Pega a bola e chuta, falando pro guri. Papai chegou, vamos brincar. 
É noite chegando pra se descansar. O dia vem vindo, não pode esperar

Nenhum comentário:

Postar um comentário