sábado, 10 de novembro de 2012

A ilusão


Se por um só momento
A mente ilude e mente
E um sorriso não é o que esperavas
E palavras disseram coisas inversas
Diversas coisas e nem um verso
E se lágrimas rolaram secas
Com sorriso duro e doído
Nada se perdeu, não houve erro
São desejos tão comuns em nós
Ilusões criadas e alimentadas
Sem propósitos comuns
Mantenha a esperança e sorria
Verás que também iludes

Só Hoje


Sinto uma imensidão de dores e alívios
Vivo mergulhado e mergulhando em águas
De rios fortes e calmos, lagoas cheias e secas
Sinto amores, desamores, cantos e descantos
Encantos e desencantos, mas em tudo existe amor
Vivo em cada passada, cada passado, presente e futuro
E em mim a multidão dicotômica de sentires
Paixões de amor e de ódio, tempestades e calmarias
E mergulho no ócio que me faz melhor e sonho
Sonho com cores e sabores, sons e silêncios misturados
Alguns em compassos harmônicos, outros tiroteios ferozes
E olho em volta e digo sim e não, quero e desprezo tudo
Sou um dia, sou o dia, sou hoje e serei amanhã
Mas o passado que passou por mim, saiu de mim
Ficando só lembrança e fantasia; poesia e imaginário
Vou deixá-lo lá, não vou voltar para buscar.