domingo, 22 de julho de 2012

A Árvore - Poema para Loide

A força imóvel à mercê do regar
Dependente de climas ou pessoas
As raízes rasas ou profundas
As folhas da primavera ao verão
Galhos nus ao outono, flores
Secos tons pastéis, folhas ao chão
Foi crescendo a sombra dos galhos
O machado, a serra, um fim
Um móvel imóvel de madeira nobre
Guardando passados originais

Poema para Maurício

O comum é que exista dentro de nós, esperança e desesperar, 
Ânimo e desânimo, força e cansaço
Existe também a responsabilíssima capacidade de escolher
Ora com a razão, por vezes com emoção 
Com as escolhas suas consequências. 
Somos então este coquetel de caracteres. 
Está em nós uma imensidão
Somos capazes de construir e destruir mundos 
Mesmo sendo personas tão frágeis e hetérias.
Nos imaginamos por vezes capazes de tudo
Em outras impotentes diante do todo 
Por afetos ou desafetos, impulsos e medos.
Somos humanos e desumanos
Mas de todas as coisas a marca é ser
SER O QUE SOMOS.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A AMIZADE

A amizade é sentimento e razão
Divergência e convergência sana
Tem ternura, brincadeira e irritação
Cala e fala tudo o que é preciso
Caminha a nosso lado na ajuda
Mas também se afasta para ajudar
Dispensa títulos quando a sós
Mas não na presença de outros
Dispensa pimenta e todo tempero
Só não dispensa o sal
Nem o da imensidão dos mares
Nem o do rolar das lágrimas