sábado, 30 de junho de 2012

POEMA PARA OS QUE AMO


Escrevo este poema para os que amo
Com certeza clara de que se sabem
E entendem quase todos os meus motivos
Escrevo sem citar nomes
Dedico sem nominar pessoas
Exatamente porque as amo
E elas sabem disto tão bem
Para cada uma das pessoas
Uma, duas, varias formas de amor
Mas para elas, cada uma
Um sentimento puro e terno
Mono ou polifórmico
Simples ou complexo
Do meu amor.

terça-feira, 19 de junho de 2012

BOA NOITE


Pontes e estradas, ilusões e semântica
Estar só no silêncio da sólida solidão
Mergulhar o abismo cósmico do não saber
Esquecendo lembranças que emergem
Lembrando esquecimentos náufragos
Na companhia de verdades e mentiras
Afastando-se de mentiras e verdades
Caminhando círculos na longa direção
Sentindo frio e um sabor calmo
Fechando os olhos para sentir
Deitar, pensar, orar e dormir

sábado, 9 de junho de 2012

O AMIGO DO FRIO


To aqui parado, sozinho e pensando na vida
Eu to de cara com o barato estranho ali
Com um tipo que passou por mim e parou aqui
Mas to de boa, parado, calado e de olho fechado
De corpo blindado por um casaco legal
É o frio desértico, o "descalor" sem igual
Que depois de chegar, vai ficando
Oprimindo a mim e quem sabe, oprime a você.
Mas gosto dele, me lembra o velho amigo
Que me chama e diz: É hora de ir
E paro, olho e acelero dizendo
Amigo, na boa, você que sabe
Acerto a gola, olho e vou no frio geral.

A brisa


Sou como o vento, agrado no calor, mas corto no frio
Ou como o tempo, pois nunca penso em parar
Vou caminho que for preciso, tendo de sorrir ou chorar
Faço e desfaço alianças, prezo e desprezo emoções
Sou como a água que sacia ou arrasa, depende do uso
De acordo com o tempo, depende do vento, sou fúria do mar
Sigo ou persigo nobre ou tolo ideal, construo ou destruo
De acordo com o vento, de acordo com o tempo
Trilho ou persigo, tolos momentos ou o meu ideal

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A JORNADA


Viver de forma simples, ir adiante, caminhar
Construir e desmoronar castelos, confiar
Empenhar-se incansavelmente na tarefa
Descansar quando é imprescindível
Ter alegria naquilo que é bom, não ser tolo, 
Fingir sem querer lesar, enganar
Dormir na certeza da ausência de dolo
Lembrar-se sempre de que sou findo
E mesmo assim caminhar para o infinito
É assim que vou chegar.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O GRANDE AMOR

Um grande amor é acontecimento único
Que algumas vezes, sem motivo nenhum
Acontece na vida, uma, duas, diversas vezes
O grande amor é a disposição de amar grande
E não é necessário eternidade ou companhia
Porque o grande amor é planta plena
Nascente ou morrendo, permanece o mesmo
Isto, se for verdadeiro o grande amor
Então, pé na estrada das causas, dos olhares
Atenção despreocupada nas flores e nas florestas
Porque quando menos se espera, o objeto aparece
E se aparece quando menos se espera
Quando menos se espera desaparece também
Aparece e desaparece o objeto que desperta
Despertando ou acalmando em nós o sentimento
Que se é amor, haverá de ser grande, duradouro
Com causas, objetos ou pessoas a serem amadas
Ou nada a ser exaltado, a não o grande amor
Porque o grande amor é capacidade de ser
Expressar e viver, calar ou dizer, sorrir, beijar, abraçar
O que se quer com ternura intensa ou vontade densa
E são tantas coisas que constroem o prédio
Do que chamamos grande amor.