domingo, 27 de maio de 2012

NECESSIDADES

Sem nada, nem eira, nem beira
Desci a ladeira e bati, fiquei ali
Olhando, sentindo aquela dor
Pensando em tudo aquilo
A velocidade, as curvas
Nos amortecedores vencidos
O freio fraco, pouco eficaz
Parecendo carro de rolimã
No paralelepípedo duro
Em um dia de chuva
Não foi pouca prudência
Nem imperícia ou negligência
Não havia culpa, nem culpados
Foi só a escolha do dia
A opção pelo veículo
A forma de se dirigir
Falta de preocupações
Queria descer e desci
Depois de algum tempo
Levantei-me e sorri
Algumas quebraduras
Dor aqui, dor ali, acolá
Mas tudo bem agora
O tiroteio comia solto
Era fogo cruzado e eu ali
Era hora descer, eu desci.

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