sábado, 3 de setembro de 2011

VAZIOS


Entrei com respeito naquela cidade vazia e abandonada 
Adentrava cada porta na angustia que parece medo
Da possibilidade de encontrar alguém. 
Vi então uma criança sorrindo tranquila 
Ela levantou os braços para que eu a pegasse no colo
Tomei-a com cuidado
E todo o medo se transformou na coragem de morrer por ela. 
Não era a cidade vazia ou quem pudesse aparecer
Angustia e medo eram o vazio da ausência de propósito.

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