sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A CHUVA


Na manhã úmida da chuva que caiu
Senti aquele cheiro bom de terra molhada
Lembrei sentimentos que vivi por toda vida
Infância, adolescência, coisas assim
Me dei conta que este cheiro bom
De tantas boas lembranças
Havia sumido, sucumbido dentro de mim
Por tantas preocupações acerca da chuva
Do guarda-chuvas que não uso
De engarrafamentos, coisas paradas
E nisto, eu vi a ausência do meu jardim
O velho jardim que deu lugar a calçada
Ele sim me ensinava da chuva
Ele me fazia sentir o cheiro tão bom
Me encantava com seus brotos
Ai! Como eu gostava do broto...
Que na chuva e toda molhada
Tinha no beijo um gosto bom

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