domingo, 28 de agosto de 2011

Viajei viajando na cena do Ballet.

Se ela que brinca faceira na imaginária terra do faz de conta me disser que é uma princesa, de certo eu crerei.
Se por algum motivo de seu interior profundo ela dançar e levantando sua perninha rodopiar, eu aplaudirei.
Direi elogios e a abraçarei ternamente, ficarei assim eternamente por uns seis anos, a reparar, a sorrir ou chorar.
E aos poucos a verei ir, deixar a criança quase anulada e se tornará lenta ou rapidamente uma mulher
E quem sabe consiga conter o ciume paterno ou me matamorfe para me aproximar da nova forma de ser
Assim verei meus dias passarem no vai e vem do dia-a-dia e quem sabe ela mesma me trará a velha cena
Dando a mim mais uma chance de ver e sentir a mulher na forma de criança crescer.

A BRISA

A doce presença que passa por mim
Me deixou assim meio sem chão
Trouxe lembranças do que ainda sou
Seus suaves passos, a doce voz
Despertou a capacidade antiga de ouvir
Nos passos dados no paço
Uma antiga e sempre nova canção
E assim a eternidade passa por mim
E eu, cheio de olhares
Me sinto desperto daquilo que sempre fui
Me envolvendo em palavras
Deixando que gotas desçam de mim
Nas formas de lágrima e suor
E mais do que um sentir
Me des-cubro vivo, terno e pleno.

sábado, 27 de agosto de 2011

Constância


A paz de viver conflitos sem medos, amores sem medos
A dança, o corpo da mulher que gira, o encanto
E em cada canto de mim, o espanto alegre de saber
Que a mesma força n’alma transpira paixão e desejo
Sinto-me só e único, acompanhado unicamente de mim
Com saudades deixadas para trás para viver o hoje
E do hoje fazer um dia único e somente isto
Viver o amor a cada dia, viver o amor do dia

Les habits neufs


Não consigo me imaginar o mesmo por muito tempo, não se trata propriamente de inconstância, tampouco movimentos da desistência.
É a roupa que não me cabe mais, não pela engorda ou emagrecimento, de tempos em tempos o interior não cabe na roupa exterior.
É um crescimento nexo, baseado em razões vivenciais, ganhos e perdas das experiências passadas, fazendo com que o corpo d’alma cresça.
E aí preciso mais uma vez despir-me, para que o interior amadurecido venha à mostra no lugar da velha roupa que me representava tão bem.
É bem verdade que alguns estranham, mas são os distantes, os que ensimesmados esperam a cômoda postura igual dos outros, no esforço insano de não terem que crescer e mudar também.
E assim me sinto por vezes meio nu, uma hora da cintura pra cima, noutra da cintura pra baixo, vez em quando totalmente despido de confortar e agradar o outro com meu velho eu.
E por isto, exposto ao sol vou bronzeando a pele, desbotando a nova roupa que hoje me cabe tão bem, mas sabendo que amanhã não caberá mais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A LUA

A lua presa em meu quarto
Quarto minguante de solidão
Pois ela flutua, reflete raios
Que em mim refletem paixão

A lua clara no chão
Revela terra molhada
Revelando flores e frutos
Que amanhã ou mais tarde virão

A lua invade meu quarto
Me expulsa pra vida
Me propondo uma dança
Me convida a paixão

terça-feira, 9 de agosto de 2011

La mujer ideal

Marcio Monteiro

La mujer ideal tiene ojos de cualquier color

Pero en sus ojos, sinceridad y a ternura

En su voz existe bondad

Habla lo que construye un mundo mejor

Es de un amor sincero y suave

La piel sudada por trabajo o por el amor

Demuestra compañerismo, complicidad

Contento-me que es tan accesible

Vive conmigo, cuando este o no

Vive en el hogar de mi corazón