domingo, 6 de fevereiro de 2011

Saudades da irmã Ilda

Zé Bento, comenta Zé Pedro, to meio assim assim, meio macambuso, sintindo aquele vazio, aquela dorzinha n'alma.
Verdade? comenta Zé Bento, vai vê que é a tar da depressão, coisa que os ricu inventaram para chamar a farta do que fazer com gente pra pagar as contas, essistória de macambuses, de tristin em minha famia nunca teve não, lá tudus os homi, porqui homi se escrevi cum h, H maiusquili, tudu acorda cedo, lava o rosto, tuma um café forte com pã e mantega e sai trabaia ochente.
Eita ignorancia, cumenta Zé Pedro, lá vem uce cum tuas bobageras, disafiandu ciencia, qui é coisera que voce perdeu purque num foi na iscola, axa? Vá cata o seu bostinha, num to falundo de tristeza e nem depressão ninhuma, falei e vu repiti, to meio macambuso sim, cum aquele vazio e a tar da dorzinha n'alma.
Aixi! como gostei di aprinde a fala a coisa com apostrófi, iconomisa num é priciso falar "na alma", falo diretão "n'alma", bunitu que só. Bem, mas... eita, cunhecimentu é tudo, mermu pra um ignorante quinem eu; ÔÔÔ Zé Bento, a tar da dorzinha, o seu burro, é da fome, já são mais de 11 horas e num armocei ainda, vamu cumer, vamu cumer que é pra num parar de creicer.
HEHE mundão.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

88 minutos

Ando sem nenhuma inspiração
Preciso de ócio
Mas tenho de trabalhar
Ando cansando e cansado
Trabalhando em mim
Aquilo que já foi trabalhado

Mas entendo que me sei
Quando chego neste ponto
Do já sei, me cansei
Começo a dar de ombro
Largo a mochila e coisas velhas
Passadas, pesadas em mim

Nesta hora, ora bolas
Ergo os olhos e vejo o gol
Dou um pique curto
Na direção do corredor
O sorriiso é um aviso
De que sei onde estou

E embora pareça longe
Lembro-me do que aprendi
Bato dalí sem medo de errar
Não olho a torcida, nem adversários
Estou indo para o meio do campo
Sei bem o que fiz. É GOOOL