domingo, 23 de janeiro de 2011

TANATUS II

Exposta a influências, a alma ou aquilo que sentimos,
Se encontra a mercê das tempestades do viver.
Somos então, compellidos a ações ou reações
Daquilo que a nosso frágil entender
Pró ou contra, sopra sobre nosso querer
Aprendemos com isto a resistência
Com aquilo outro, o ceder, fazer manobras
Mas nosso corpo, a nau da alma
Em seus emaranhados hormonais
Complexos sistemas educacionais
Vai batendo em rochedos milenares
Encalhando em novos bancos de areia
Não existe um mapa seguro
Que nos garanta navegar incólume
Isentos de todo e qualquer perigo
E na maioria das vezes
Não são os acidentes geográficos
Ou a topografia das relações interpessoais
Que nos alcançam e ferem
Somos nós que colidimos
Que guiamos inconsequentemente
A nau da alma, a casa do espírito
Que por fim e de forma una somos nós
Mas vamos em frente
Atropelando amigos, respeitando inimigos
Compelidos por um não saber
Que a nau tem destino certo
E nesta esfera, todas tem porto único
E ninguem sabe o dia que vai chegar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário