domingo, 30 de janeiro de 2011

JESUS


A verdade que sei de mim
A verdade que sei dos outros
As verdades que cri e descri
Nenhuma era verdade de verdade
Eram todas verdades temporais

Que o tempo transformou
Não propriamente em mentira
Que os fatos feriram
Não propriamente de morte
Mas as fizeram meias-verdades
Meio verdades também
Meias-mentiras
Meio mentiras de alguém

Então ficou ela somente
A velha  e sempre nova verdade
Aquela que é luz, verdade e caminho
Que está muito além da humanidade
Transcendendo religiosidades
Expressada por perdão incomum
E por juizo leve e companhia continua

Ficou incólume, perfeita
A verdade chamada Jesus

sábado, 29 de janeiro de 2011

O IMPREVISTO

Andrea olhava fixamente a maca à sua frente com um semblante injustificavelmente preocupado, nela, sua irmã mais nova aguardava a transferência até a sala de parto, local em que iria dar a luz ao seu segundo filho. Marta era uma mulher de saúde invejável, havia praticado esportes durante todos os seus poucos anos de vida, já que ela tinha apenas 25 anos.
Minutos mais tarde chegou Claudia, a irmã do meio, mulher falante, decidida, entrou na sala de espera colocando uma ordem desnecessária nas coisas, escalou Andrea para passar a primeira noite com a irmã, determinou que a mãe seria poupada deste esforço de ficar ao lado da filha no hospital, retirou da bolsa cinco Check List e foi distribuindo a quem de direito, fazendo sempre e repetidamente a dupla pergunta: "Compreenderam tudo direitinho? Alguma dúvida?"
Já com as contrações tornando-se cada vez mais frequentes, chegou Maria Clara, a mãe; mulher "descolada", interessada em criar um clima de tranquilidade, tratou de ir dizendo a Claudia: "minha filha, segura a onda um pouco e não vá começar a ditar suas regras aqui na maternidade tambem, mal sabendo que havia chegado um pouco tarde para impedir os rompantes de sua filha do meio.
Bem na hora de Marta ser levada para a sala de parto, Plínio chega dizendo: "Amor, está aqui aquela mantinha que você me pediu que troussesse, é esta? Marta responde positivamente com a cabeça e completa dizendo, Paulinho saiu com ela da maternidade, Sara tambem sairá."
Marta então é levada para a sala de parto e lá fica por alguns minutos; neste período que levou pouco mais de uma hora, os comentários variavam entre: "Está demorando muito, alguma coisa deve ter acontecido, vou lá perguntar", "Calma, este é o tempo que leva mesmo e Marta tem uma saúde de ferro", "Pessoal, a gestação foi super bem acompanhada e Sarinha está bem.", "Podem ficar tranquilos, Sara sairá igual ao pai quando pega um tubo, tranquilo e fazendo pose na prancha."
Nisto vem saindo do corredor Dr. Corvetto, com um semblante um pouco fechado, sinais de fracasso no olhar; Plinio antes que uma das três Marias falassem, se antecipa e diz: "Fala doctor, o que pegou na parada?" Corvetto llhe informa que desta vez ele falhou, Plínio retruca: E?, o médico bem sisudamente lhe diz, "o pintinho dele parece uma verruga, desta vez eu errei, é um menino.
Plínio dá um sorriso, coloca a mão no queixo e diz baixinho: "Deve ter puxado ao avô materno, ao pai é que não foi", dá uma gargalhada e diz rapidinho, me desculpem os religiosos, mas Abraão ele não vai se chamar, o nome dele está escolhido e é Carlos, Paulão e Carlão, nome de dupla de volei de praia.
Mais tarde, Marta vem chegando na maca e diz a Plínio: "Amor, ele vai se chamar Carlos, se ligou? Paulão e Carlão medalhas de ouro, não é lindo?", ao que ele responde: "Esta é minha gata, fechou".
Marta olha para Maria Clara e sorrindo diz, a senhora estava certa quando dizia: "Se puxar ao falecido vovô, não vai dar para saber". Todos caem na gargalhada e acabou a história.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

TRAJETÓRIA

Vez por outra, vez em quando,  quase sempre
Tenho uma crise amnésica que me invade e seduz
Esqueço alegrias, tristezas, vitórias e derrotas
Não levo muito em conta laços sociais
Revejo gabaritos, reclassifico amigos e coisas assim

Vez em quando, quase sempre depois da dor
Uma  ou outra vez depois de sucessos
Vejo anotações de pessoas que me cercam
Transfiro alguns para o livro da gratidão
Porque de ingrato, nem Deuss gosta

Vou então me des-cobrindo em vida
Através de vidas que vivi aqui mesmo
Neste progressivamente velho corpo
Que tende ao aprendizado disfarçado
De alegrias, tristezas, vitórias e derrotas

E me vejo a caminho da velha estação
Sem ao certo saber quantas faltam
Tampouco em quantas delas vou saltar
E aprender e brincar coisas simples
Sonhar sonhos que um dia vão passar

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TRAGÉDIAS

Vidas levadas a dor
O desmazelo público
Dos que governam
Aos governados

Não são só casas em aterros
São garrafas, copos no chão
Não são só desvios de verbas
São filhos da irresponsabilidade

Uma mulher, seis filhos, cinco homens
Um homem, seis filhos, cinco mulheres
As avós tornaram-se mães
Os avôs tornaram-se pais

E a vida enrosca na tragédia
A tragédia está no cotidiano
No cotidiano a corrupção
Na corrupção o homem
Homem pobre ou rico

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LEMBRANÇAS E VIDA ou (A vida em si é morta, é passado, lembrança)

Viver é basicamente re-ação
A vida é lembrança
Com exatidões ou desvios
Vivemos momentos importantes
Sem que valorizemos
E mais tarde, outro fato
Nos faz pensar, refletir, lembrar
A vida que vivemos sem perceber

Determinado dia nos condenamos
Mais adiante compreendemos
Tudo porque lembramos de fatos
Fatos vividos, vívidos ou não

Nos arrependeremos por ter feito
Ou quem sabe por defeito
De não levar em conta tudo o que passou
E vamos vivendo muitas vidas
Ora gentil, mais acolá brigão
Destemido ou covardão
Vamos reagindo fatos
Gerando a vida de lembranças
Porque viver é sentir, sofrer, reagir
Mas a vida é a lembrança analítica
Do que você ou eu viví.

domingo, 23 de janeiro de 2011

AMADA

Aleijado, o alijado social
Deficiente, o portador de necessidades
E que sejam bem especiais
Parece guanará, cerveja
Seja lá o que for
Miseráveis rótulos
Distintivos comparativos
Da sociedade deficiente
Da qual fazemos parte
De pessoas cegas,
Que não enxergam
Mesmo com olhos bons
Que de bons só o exame clínico
Alem disto não conseguem enxergar
De outro angulo, nada bom, de jeito algum
Na verdade e a bem da verdade
Somos todos puramente gente
Cada qual de um modo diferente
Pura e simplesmente gente
Que só precisa ser AMADA

TANATUS II

Exposta a influências, a alma ou aquilo que sentimos,
Se encontra a mercê das tempestades do viver.
Somos então, compellidos a ações ou reações
Daquilo que a nosso frágil entender
Pró ou contra, sopra sobre nosso querer
Aprendemos com isto a resistência
Com aquilo outro, o ceder, fazer manobras
Mas nosso corpo, a nau da alma
Em seus emaranhados hormonais
Complexos sistemas educacionais
Vai batendo em rochedos milenares
Encalhando em novos bancos de areia
Não existe um mapa seguro
Que nos garanta navegar incólume
Isentos de todo e qualquer perigo
E na maioria das vezes
Não são os acidentes geográficos
Ou a topografia das relações interpessoais
Que nos alcançam e ferem
Somos nós que colidimos
Que guiamos inconsequentemente
A nau da alma, a casa do espírito
Que por fim e de forma una somos nós
Mas vamos em frente
Atropelando amigos, respeitando inimigos
Compelidos por um não saber
Que a nau tem destino certo
E nesta esfera, todas tem porto único
E ninguem sabe o dia que vai chegar.

QUE VOCÊ SEJA FELIZ


Desejo coisas simples a você
Pois espero que você seja feliz
Nas manhãs, café e pão quentinho
Porque pães podem engordar
Desejo um dia de trabalho produtivo
Porque des-emprego faz des-esperar
E que você tenha prazer  nele
Pois isto nos faz feliz

Desejo coisas simples a você
Como comer arroz e feijão
E que seja preto o feijão
Pois o ferro dá vigor
Coma verduras, legumes
Fruta na sobremesa
E escolha a da estação
O preço é bem melhor

Desejo coisas simples a você
Ao voltar para casa esqueça,
Esqueça de chefes, funcionários
Passe no mercado e compre, se puder
Biscoitos de polvilho ou o que aprouver
E vá comendo, não deixe um sequer,
Fazendo assim, gaste todo egoismo nisto

A noite, leia um bom livro
Telefone para alguem que se quer bem
A saudade vai ajudar a escolher
Antes de deitar faça uma prece
Creia na força que ela tem
E deite-se, não sem se lembrar
Que eu sou um homem simples

sábado, 22 de janeiro de 2011

CAMINHAR

Mudar por medo ou vingança
Por querer, progresso e prazer
Mudar de endereço ou de lugar
Cidades, empresas, ir e voltar
Retrocesso, mudança do medo
Progresso, mudança de olhar
Olhares que mudam de cor
Tom de paixão ou esfriamento
Calor de  insolar ao luar
Frio gélido ao meio-dia
Cantam prosas, contam prosas
Vão mudando de lugar
Sem saber se vão
Ou onde vão chegar
Vamos mudando
Por prazer de caminhar

domingo, 16 de janeiro de 2011

PLANTANDO E COLHENDO


Espere sempre a nova manhã
Construindo hoje um amanhã melhor
Espere sempre a dor passar
Fazendo DO-IN ou tomando um melhoral
Espere que o amor vai chegar
Tenha olhos atentos e seja gentil
Espere as crianças crescerem
Conduzindo-as no caminho de Deus
Pois darão frutos bons
Espere e confie no amor e em Deus
Espere coisas boas, elas vão chegar
Plante e regue coisas boas
Que das pragas, Deus protege
Pois bons frutos Ele quer te dar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Senões

A previsibilidade fragiliza as intenções, a necessidade de unir pessoas contra outra demonstra por declaração implícita o sentir-se mais frágil que o opositor. A sociedade de forma quase que geral imita o caleidoscópio, embora as peças que formam os desenhos sejam sempre as mesmas e seus espelhos sejam fixos e imóveis, seus desenhos mudam a partir do giro do aparelho e a criança se encanta com isto, os adultos aos poucos se cansam.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

RE-ENCONTRO

Senti uma saudade
Não propriamente de coisas
Nem tampouco de lugares
Era uma saudade precisa
Que é preciso se ter
Pelo menos vez em quando

Aquela saudade
Tambem não era de pessoas
Acontecimentos ou coisa assim
Ela surge gradativamente
 E em meio as preocupações
Senti saudade de mim

DOMÍNIO

Faceira menina que me encanta
Olhar alerta, lingua solta
Embora nem saiba muito bem falar
Tem jeitinho de encanto
Nos pega pela mão
E nos leva aonde quer
A alguns chama titio
A um ou dois, chama vovô
Aprendeu falar papai
E fundamentalmente convence
Quando sem preocupações
Diz suave e meigamente
Euzinha quer

Olhar para tras

Ela se movia na direção contrária do viver
Atorduada por exames, por idade
Por prognósticos cientificamente precisos
Como se fosse preciso diagnóstico
Que nos lembre que o final da estrada
Logo na primeira parada do caminho
A estação se chama morrer

E então ela olhou para tras
Na direção da vida, do nascer
E compreendeu que é mais
Bem mais que mágica o que existe
E enxergou por aquele segundo eterno
Que a vida é milagre, é dádiva
É dom de Deus

HUMANIDADES

Simples assim,
Como desejar ficar e ter de ir
Complexo por desejar dizer não
E precisar com dor dizer sim
Nos variáveis tons de sublimar
Quando gentilmente, propositadamente
Ferimos com as palavras leves
Como um punhal adornado em pedras
Afiado em pedras feitas de coração

Complexo também
Quando sente a dor de se perder
Não propriamente o outro
Mas exatamente, se perder de si
Nos variaveis tons de amor
De propósitos indefinidos
Que nos levam ao descaminho
Com cor de atalho de vida em retalho

E seguimos e/ou perseguimos
Mundos de ilusões
Sonhos de bolhas de sabão
Que no chão nos fazem escorregar
E acordarmos em pesadelo e enfrenta-lo
E exatamente por isto, por enfrentá-lo
Em sins e nãos fora dos sonhos
De situações ideais e viver somente o dia
E seja o que for e de cor que for
Se fazer feliz

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Amizade

Aquela alegria passageira
Me levou de motorista
Para além de mim
Sentou-se a meu lado
Me acompanhou na dor
Me fez sorrir em lágrimas
Falava de uma tal esperança
Me ensinou o valor do stratus
Assim que me recuperei
Não na primeira
Mas na segunda parada
Disse-me: Preciso ir
Em meu olhar a indagação
No dela a indicação
Outro olhar
Bem ao nosso lado
Precisa dela
Ou precisa de mim?

Sinais

A terra na Terra removeu-se
Valores e estações moveram-se
Marcos e paradigmas ruiram
Rios adquiriram fúria dos mares
O homem não quer perceber
E a espiral subindo o cone
Mostrando ciclo crescente
Desarrumando cidades
Desprezando valores sociais
Pedras em toneladas saem
Deixam os rios em areia
Transformando ruas em pistas
De obstáculos e horror
E nada se compara ao absurdo
À tolice grosseira
De o homem ainda assim
Não buscar a Deus

domingo, 9 de janeiro de 2011

A CEGUEIRA

A estiagem durou tanto tempo
Que por fim, rios e lagos
Fontes, até mesmo mares
Sentiram a falta da água.
Alguns peixes não resistiram
Plantas de raizes profundas sentiram
Por todos os lados, sinais de erosão.
Mas amanhã vai chover 
E é bem provável que quase todos
Terão a tola e simplista impressão
De que tudo voltou
Ou voltará ao normal.







sábado, 8 de janeiro de 2011

PENSAMENTOS

Deixe fluir o que você é; não reprima e nem force a saída em abundancia, deixe sair calma e continuamente até ficar pura, o que necessariamente não significa limpa. Depois e somente depois disto poderás dar uso adequado ao que és.


O elemento fundamental do desenvolvimento e crescimento do ser humano é encarar, aceitar e viver a realidade, a começar pela sua própria realidade.

Antero tinha uma vida simples e aparentemente sincera, era um homem franco, não fazendo questão de contar, nem esconder o que fazia; então tudo parece lindo e promissor, a não ser pelo fato de Antero confundir sinceridade com presunção e grosseria.

A anatomia é um mapa que nos guia ao encontro dos sentidos dos vértices, ainda que não estejam em ângulos.

Os pais descobrem erros graves em seus filhos porque se negam longa e continuamente a aceitarem que isto é possível.

BRASIL

Caiu a tarde e sons de dor
Dominavam ruas e lares
Os corações perturbados
Ouvidos de estampidos
Olhares estarrecidos
Olhando suores de sangue
E corpos ao chão
Ali o que menos vale
São reflexões ou méritos
Domina o espanto da dor
O enorme sentido da perda
Filhos, pais ou irmãos
Carregados como embrulhos
Sacos e sacas de restos humanos
Plantados na miséria
Colhidos em horror

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O caos

Vejo da minha janela os raios
Ouço os trovões consequentes
Sinto a umidade no ar
O cheiro suave de chão molhado
Me sinto tão normal

Então me lembro dos que sofrem
Da enchente de desabrigados
Dos naufragos urbanos
Destruidos pelo passado
Daqueles que não cuidaram
Que na ganancia exploraram
Destruiram a terra mãe

Me vejo aqui parado
Imóvel e responsável
Pela irresponsabilidade de calar
E admito
É preciso mais do que sentir
Mais ações do que a de escrever
É preciso fazer alguma coisa
Mesmo que não haja mais tempo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A perda

Imóvel, parado, catatônico
Pálido, gélido e tremulo
Pernas bambas
Lágrimas nos olhos
Agarra-se ao que se foi
Olha não querendo crer
Balbucia palavras
Palavras com poucos
Quase nenhum sentido
A mão no queixo
Olhando ao alto
Ouve-se a voz da dor
Fiz o impossível
Do que podia ser feito

Viver o sonho

É preciso ter  um sonho
Alguns dias para sonha-lo
É preciso ve-lo pronto
Alguns dias para aproveita-lo

Não viva de sonhos
Não viva sem sonhos
Não descreia da realidade
Não creia só nela

Sonhe e trabalhe um tanto
Beije como se fosse no sonho
Abrace forte para acordar
E crer que o sonho acordou

Sonhe o acordado
Tanto por olhos abertos
Quanto pelo acordo de dois
O sonho vivido que volta ao trabalho
E por fim, não resista ao sono,
Pois no sono se sonha
No sonho se vive
O que se pode
E o que não se pode
Sonhar e viver acordado

domingo, 2 de janeiro de 2011

RECEITA DE ANO NOVO


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


Para você ganhar belíssimo Ano Novo


cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,


Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido


(mal vivido talvez ou sem sentido)


para você ganhar um ano


não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,


mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;


novo


até no coração das coisas menos percebidas


(a começar pelo seu interior)


novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,


mas com ele se come, se passeia,


se ama, se compreende, se trabalha,


você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,


não precisa expedir nem receber mensagens


(planta recebe mensagens?


passa telegramas?)


Não precisa


fazer lista de boas intenções


para arquivá-las na gaveta.


Não precisa chorar arrependido


pelas besteiras consumadas


nem parvamente acreditar


que por decreto de esperança


a partir de janeiro as coisas mudem


e seja tudo claridade, recompensa,


justiça entre os homens e as nações,


liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,


direitos respeitados, começando


pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo


que mereça este nome,


você, meu caro, tem de merecê-lo,


tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,


mas tente, experimente, consciente.


É dentro de você que o Ano Novo


cochila e espera desde sempre.



"O mais importante e bonito, no mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando." (Guimarães Rosa)