quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Seguir em frente


Aquela lembrança suave
De uma dor tamanha
Me diz de forma simples
Que existe o eterno amor
Aquela lembrança tamanha
De dor tão simples
Me diz de forma suave
De uma mania de lembrar
De voltar atras e de querer
Querer coisas que já foram
Cheiros, sabores
Suaves ou não

Aquela dor suave
Nascida do tempo que passou
Me mostra aquilo que ficou
Desfocado, intocado, retocado ou não
Aquela lembrança me faz pensar
Que já soube amar
E de alguma forma me impede
De viver um novo amor


Deixo então as lembranças de dor
As lembranças do amor que já não é
E me negarei a retocar da face
O borrado feito pela lágrima que passou
Vou só passar a mão que mistura
A doce mistura de suor e lágrimas
E deixarei que o olhar revele
Diga sem escrupulos, sem pudor
Que um verdadeiro e novo momento
Traga na face as marcas do novo amor

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