terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Maria de ninguem


A lua daquela manhãzinha
Dizia o cedo que ela acordava
Tinha o sorriso despreocupado
Num compasso malemolente
Descia suave e alegremente
Seu andar uma canção

Pescoços torcidos
Direcionavam olhos fitos
Bocas entre-abertas
Umidas de desejo
Acompanhavam o molejo
Da mulata a requebrar

Sabia e sabe o que provoca
Conhece bem o seu poder
E tambem sabe do segredo
De se manter como ninguem
Tem no olhar um tudo bem
E no torcer da boca
Um vê se te enxerga

Nenhum comentário:

Postar um comentário