quinta-feira, 11 de março de 2010

Ciclos

As incertezas do poente
Interrogam as esperanças
De nascentes sóis

Das nascentes
Mães das corredeiras
Descem riachos e ribeiros
Transpondo montanhas
E montes de obstáculos.
Que evitando ou superando
Vão deixando para tras
Na planíce longa
A pureza plena
E a pressa de chegar

Então, quando o volume
Que parece lhe dar poder
De regar, de gerir e gerar
De fazer brotar flor e fruto
Ele desagua em um mar
Repleto de sal e vidas

E aquele velho sol nascente
Em persistentes manhãs
E ao longo de longos dias
Eleva a água, deixando o sal
E rega montanhas e mares
Rios e planícies de tamanhos diversos
Em porções diversas

Mas só uma pequena parte
Rega e faz brotar
A velha,
Mas sempre nascente fonte
Que corre montes e rega o mar.

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