sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SUAVE PRESENÇA


O encontro e a sensação
A doce verdade
Que sei de mim
É que sou teu

A suave esperança
De resposta
De reciprocidade
Seja mentira
Ou seja verdade
A verdade
Eu sou só teu

A fusão
O calor
A doce presença
Teu corpo, meu corpo
Meu corpo no teu.

SENSAÇÕES

A cor, o sabor
O doce cheiro
Teus olhos castanhos
O andar faceiro
E a voz em tom suave
Tudo me encanta
Enebria e seduz

Ao sentir-te
Em qualquer sentido
Com qualquer sentido
Sinto as cores e sabores
Que saciam-me
Do meu início
Ao teu fim.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

CRISTAL


O que tens por certo
Pode ser incerto
Se houver apreço
Se existe preço
Evite causar desprezo
Preza com todo ser
Constroi com alma
Em mente sana

Em tudo
Ou qualquer lugar
Mantenha o padrão
Em metro ou cana
Cristal ou porcelana

E assim,
A velha gana
De se querer
De se dar
De se saber
E de fazer
Um bem querer
Dará seu fruto

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

VERÕES

Vértices, vertentes
De onde brota o mel
De todos os teus cantos
Tantos pontos ao meio
Que me incendeiam
E me fazem suspirar
Dizendo em silêncio
Em meio a gemidos

Mergulhado
No salgado suor do amor
Embriagado, trôpego
Rastejo em teu corpo
No sedento desejo
De ver findar por inteiro
A pequena chama de vigor que me resta

Envolto em uma fonte de desejos
Escorrego-me em ti
E bebo com prazer
O prazer de teu corpo
Reflexo de nosso amor

PUREZA


Há de existir em algum lugar

Um riacho límpido em mim
Aquele canto puro
Em que ideologia alguma chegou
Onde o humano dispensa humanismos
Sendo somente gente.

Há de ser

Há de ser amor se for por prazer
Há de ser favor se houver pena
Há de ser com dor se for por dever

Os corpos se dão, se unem
E em seus reencontros constroem
Palácios,  casas no campo
Circos ou praças de guerra
Feitas de gestos, palavras
Diferenças, indiferenças
Complexos esquemas
Disfarçados de amor

Há de ser amor, se for bem querer
Há de ser amor se houver prazer
Há de ser amor se for por você.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

NAJA

Enluarado pelo brilho deste olhar
Minh’alma geme adolescente
Não há razão que me diga fique
Tampouco força que me faça ir
É o corpo adulto
Trocando o medo do não
Pelo medo do sim

SONHAR SEMPRE

Ontem estiveram em nós,
Uma ou duas porções de sonhos
Duas ou três ilusões

Hoje
Quem sabe?
Fragmentos de realidades
Decepções

Amanhã
Acordar e sonhar sonhos novos
Ilusões nem pensar
Sonhar realidades

Viver e ser feliz

Ο θάνατος

Os dias passavam doídos
A alma sofria afastamento
Tudo sentia ou todo eu gemia
Já nem bem sei
Parecia maior do que eu
A fuga não conseguia
Todo caminho era escuro
Durante a noite
Mesmo ao dia
Ainda que soubesse
Embora resistisse
Chegou com a mesma força de sempre
E a levou
Sofro.

VERSOS VERSUS VAZIOS

Versos versus vazio
Versos versus violência
Versos versus valores efêmeros

Versos para sussurrar
Versos para gritar
Versos para sonhar

Versos em todas as línguas
Versos em formas diversas
Versos em todo lugar

Versos, verbos, versus
Vazios, variedades, vontades.
Versos que te façam feliz
Que te acompanhem nos anos de vida

E que tua vida se eternize
Como um bom verso
Que depois que se vai o autor
O verso fica por ser bom
Cheio de significado.

O REENCONTRO

Sorvi com paixão
Experienciei cada detalhe
Revivi os mesmos sentimentos
Alegrei-me com tua presença
A cada momento
A certeza daquilo que sinto
O prazer de reviver
De tornar a sentir teu sabor
De tua boca, teu suor
E tudo que transpiras.

A RESPOSTA

Se a estranha força
Que chega sem aviso
Bater em tua porta
E disser do que preciso
Não adie por instante
Nem recuse hesitante
O pedido que fará

Diga alguma coisa boa
Fale logo, diga assim
Diga que me quer também
Que deseja meu amor
E não vai viver sem mim
Pois deseja meu carinho
Vamos logo, diga sim.

A DOR

Tenho uma saudade
Um tipo de tristeza
Dor que não tem cura
E que vive em mim.
Tenho lembranças
Lágrimas guardadas
Às vezes escondidas
Que me tornam assim.
Descrente da felicidade
Que vem de amor
As lágrimas que escorrem
Na noite da minha solidão
Descendo da face
Inundam-me o coração.
Então, fico parado
No canto, calado
Sem esperança que passe
Mas arrumando um jeito
Uma forma qualquer
De guardar dentro do peito
Pra que eu volte a caminhar
E sorrir, e cantar
Falando até de amor
Deste amor que sinto
E senti por você

TOLICES

Tingir verdades
Mentir vontades
Fazer em si maldades
Por ter medo de se dar
Não olhar para não se perder
Não tocar para não se aquecer
Tingir verdades, mentir vontades.
Desviar-se do seu querer

sábado, 6 de fevereiro de 2010

2010

A pedra na calçada
A chuva torrencial
Tudo espalhado
Meio perdido

O out-door na calçada
A imagem que mente
Engana a mente
Meio perdida

Terremotos espalhados
A dor tremenda
Vidas rasgadas
Sem chance de emenda
Tudo totalmente perdido

POEMA PARA OS AMIGOS

Brumas, pedras, ventos;
milhões em grãos de areia
Azul e verde; céu ou mar,
Rio morto, sem corredeira.
O homem faz,
O homem planta e espanta.
E por fim se encanta
Com tanta beleza;
Montanha, árvore;
Arvore,
varrer a folha que cai
é matar aos poucos.
Mar em forma de praia.
Ressaca: areia na calçada
ou homem a bambear?
Fúrias internas,
Reprimidas como a natureza das encostas,
O mar dos países baixos.
Tanta beleza que cai,
Que varrem,
Que varre e mata;
Tudo em prol de ficar limpo,
Cheiroso feito flor.
Que por sinal não trabalha;
Recebe de Deus, do sol, da chuva,
A força fotossintética que a faz crescer.
Do homem,
A mão que arranca a flor;
Para dar e dar-se a quem se ama,
Vender, estragar ou jogar fora.
No homem,
Mares de lágrimas,
De alegria ou de dor
Da angústia por não poder vir a ser.
Não sem juízo; próprio ou dos outros
Sem olhares truncados
Trocados entre si
Ou entre os outros.
E o homem?
Se a voz lhe sai desafinada,
Não se vê nele um pássaro diferente;
É simplesmente errado.
Se hoje for para aqui,
Amanhã para acolá;
Ao contrário do mar,
Que se diz, “sempre constante”,
Sete, treze, onze vagas;
Ressacas, vagas brandas,
Praias calmas;
Do homem se dirá:
Incauto, claudicante.
Mas existe a beleza filosófica,
A capacidade de escolher,
Escolher-se, mudar-se,
E se mudar.
Sair, voltar,
Voltar atrás se for preciso,
Ir adiante,
Ainda que inconstante.
Transformar-se em pessoa
Mesmo que em criança,
Adolescente, adulto ou velho.
Mas no homem, sim!
No homem existem os pensamentos,
As narrativas, as descritivas.
Tanto dos dias, quanto dos mares,
Das montanhas, dos ares,
Ar em moléculas de O, O2, O3.
Algum hidrogênio,
Carbono do diamante em forma de gás.
Palavras que fazem do mar,
Do rio, dos lagos ou lares,
Delas ou deles,
Crianças ou adultos;
Serem feitos feios ou belos.
Talvez seja essa a maior beleza do homem,
Transformar simples coisas em belo,
E sua maior tristeza, o não saber fazê-lo.

In Sanidade

A razão insensata
A loucura sã
O desejo contido
De incontida razão
As verdades que mentem
São mentiras na contra-mão
Constroem palácios vazios
Na alma terrenos baldios
Concreto e ilusão.

D'além mar

Lua nua
Recebendo calor que é do sol
Refletindo luz fria na noite
Luz fria que aquece desejos
Desejos que refletem o sol em nós
Calores para despir
Para mergulhar em mares
E sonhar sonhos do Tejo
Noites de lua nua
Noites de paixão

GOVERNAR

Agua descendo
Inundando ruas
Destruindo sonhos
Deixando rastros
Desmoronando vidas

E eles sentados
Assinam papéis em decretos
Assassinam com canetas
Calamidades públicas
Que dispensam enchentes

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

POSSO

Posso dizer sem medos que sou teu
Posso dizer por que sou meu
Posso arriscar, até mesmo riscar.
Momentos presentes,
Momentos passados
Vividos ou não
Posso ter medo, posso vencer o medo.
Com coragem ou mesmo com medo
Posso te dar
E retomar meu coração

CAUSA DE SOFRER

Não se trata de masoquismo ou autopunição; não se trata de altruísmo ou devoção penitenciais. Falamos de propósitos, de razões motivadas por ideais coletivos e sublimes, falamos de amor genuíno e profundo.

A graça de sofrer, não é portanto um ato do desejo pessoal, uma escolha ou busca; pelo contrário, ela o é circunstancial, pede análise profunda dos ideais que envolvem a questão, bem como, uma certeza dos resultados advindos do fruto de tal sofrimento.

Muito embora o discurso pareça-nos estranho e distante, ele é pertinente e próximo do viver de cada ser que ama; basta fechar os olhos e projetar meu filho, minha esposa, meu irmão, o amigo que me é tão caro; e então, logo me descubro sofrendo dores que emanam do desejo de poupar e ajudar o outro, e por mais que pareça incrível, isso tem uma graça inefável.

O prazer de poupar a dor dos que amamos é inenarrável, não tem razões fora do amor, não tem lógica econômica, não tem razões cronogrâmicas, me desculpem o neologismo, mas estou a falar do que não é comum ou explicável; estou falando de amor.

“O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera”. É tão simples, tão óbvio, tão necessário a um viver com propósito, que nesse momento acabo por me sentir repetitivo e ainda assim útil, porque falo de amor.

Vamos caminhando o dia-a-dia, dia a dia vamos vivendo e tentando viver esse amor genuíno, que nos faz tão bem, e exatamente por isso, sugiro que você aproveite bastante as oportunidades de amar. Ame, ame e ame, deixe-se conduzir pelo amor e se lhe parecer em vão; não sofra não, valeu a pena, foi por amor.

Não sofra por sofrer pelas causas do amor, pelos propósitos do amor, por razões ilibadas e sublimes.

Que Deus nos abençoe com esse sofrer de amor.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PENSAMENTOS

Os diferentes são como espelhos que nos refletem sem sermos iguais, antônimos na imagem, sinônimos na essência.

Uma vez derrotado e você poderá vencer o medo de perder.

A paciência não deve ser confundida com a passividade, a primeira é a virtude de saber agir enquanto o que se espera não acontece e a segunda é um tipo de desistência, de entrega dos pontos.

Historicamente falando, o homem bom sempre dependerá das convicções ideológicas do historiador.

A vitória não é uma resposta para os outros e suas expectativas, ela é o encontro com a realização de seus próprios ideais.

LA MUJER IDEAL


La mujer ideal tiene ojos de cualquier color
Pero en sus ojos, sinceridad y a ternura
En su voz existe bondad
Habla lo que construye un mundo mejor
Es de un amor sincero y suave
La piel sudada por trabajo o por el amor
Demuestra compañerismo, complicidad
Contento-me que es tan accesible
Vive conmigo, cuando este o no
Vive en el hogar de mi corazón

HOJE


Hoje eu quero uma gota de chuva
Quero um raio de sol
Hoje eu quero um sorriso
Ou uma lágrima sincera
De alegria ou de dor
Hoje eu quero dar um passo
Um só passo em direção ao amanhã
Hoje eu quero uma só porção do alimento
A água exata que sacia
Hoje eu quero um abraço
Preciso de um só beijo
Pegar por um minuto
Por um só minuto
Uma criança ao colo
E quero tirar um sapato
Pra colocar um pé,
Um só pé no chão.
Chão de terra,
Pode ser molhada ou não.
Hoje eu peço perdão
Esforço-me para que por um minuto
Por um só minuto
Consiga ser plenamente grato
Porque tive tanto
E percebi tão pouco

Olá

Boa noite gente! Estou voltando a esta prazeirosa vida de blogueiro, estive fora, vivendo o esforço de solucionar problemas em tempo menor do que o aconselhável, cansei e estou de volta.
Meu BLOG, como é de conhecimento dos que frequentavam "MINHAS VERDADES", traz POESIAS, PENSAMENTOS, REFLEXÕES e alguns CONTOS, todos de minha autoria.
Fico feliz em recebe-los aqui, espero que gostem.
Abraços e beijos. Marcio